Índice do artigo sobre câncer de faringe
• O que é a faringe e onde o câncer de faringe pode surgir
• Sintomas do câncer de faringe
• O HPV causa câncer de faringe
• Quem tem mais risco de câncer de faringe
• Como é feito o diagnóstico do câncer de faringe
• Opções de tratamento do câncer de faringe
• O diagnóstico precoce do câncer de faringe faz diferença
O câncer de faringe é uma das doenças que mais mudou de perfil nos últimos anos. O que era quase exclusivo de fumantes mais velhos hoje atinge cada vez mais adultos jovens. E o motivo tem um nome: HPV.
Entender o câncer de faringe é fundamental tanto para quem tem sintomas persistentes quanto para quem quer se prevenir. Porque o câncer de faringe diagnosticado cedo tem perspectivas de tratamento muito melhores.
O que é a faringe e onde o câncer de faringe pode surgir?
A faringe é o tubo muscular que conecta boca, nariz, laringe e esôfago. Ela tem três partes com características distintas em relação ao câncer de faringe:
Nasofaringe
O câncer de faringe nessa região está associado ao vírus Epstein-Barr. Os primeiros sinais costumam ser obstrução nasal de um lado, sangramentos pelo nariz e caroço no pescoço.
Orofaringe
É a região mais afetada pelo câncer de faringe no Brasil. Inclui as amígdalas, a base da língua e o palato mole. O HPV-16 é hoje o principal fator etiológico do câncer de faringe nessa área, superando o tabagismo em adultos mais jovens.
Hipofaringe
O câncer de faringe nessa região tem forte associação com tabagismo e álcool. Tende a ser diagnosticado tardiamente, com pior prognóstico entre os tumores faríngeos.
Quais são os sintomas do câncer de faringe?
• Dor de garganta unilateral persistente por mais de três semanas
• Dificuldade progressiva para engolir alimentos sólidos
• Dor ao engolir que irradia para o ouvido do mesmo lado
• Sensação de algo preso na garganta que não desaparece
• Caroço no pescoço sem causa infecciosa, frequentemente o primeiro sinal do câncer de faringe HPV-positivo
• Voz diferente, anasalada ou mais abafada
• Perda de peso sem motivo aparente
O HPV causa câncer de faringe?
Sim. O HPV-16 é responsável por 60 a 80% dos carcinomas de orofaringe em países ocidentais. Isso mudou completamente o perfil do câncer de faringe. Antes era doença de homens mais velhos, fumantes. Hoje atinge adultos jovens, muitos sem tabagismo.
O câncer de faringe HPV-positivo tem, por outro lado, melhor resposta ao tratamento. Tumores detectados cedo têm taxa de sobrevida em 5 anos superior a 85%.
A vacina contra o HPV, aplicada antes do início da vida sexual, é a principal estratégia preventiva contra o câncer de faringe HPV-relacionado. Se você ainda não vacinou seus filhos, esse é o momento.
Quem tem mais risco de câncer de faringe?
• Fumantes com mais de 20 anos de tabagismo
• Consumidores habituais de álcool, especialmente combinado com o tabagismo
• Adultos com histórico de infecção pelo HPV de alto risco
• Homens acima de 50 anos com os fatores clássicos
• Adultos jovens entre 40 e 55 anos com histórico de HPV, mesmo sem fumar
Como é feito o diagnóstico do câncer de faringe?
O cirurgião de cabeça e pescoço realiza exame completo da boca e da faringe. Com endoscópio de fibra óptica, consegue visualizar regiões inacessíveis ao olho nu.
Uma lesão suspeita de câncer de faringe é biopsiada para confirmação. Tomografia e ressonância completam o estadiamento.
Quais são as opções de tratamento do câncer de faringe?
Radioterapia e quimioterapia
Para a maioria dos carcinomas de orofaringe, especialmente os HPV-positivos, a radioquimioterapia é o tratamento principal do câncer de faringe, com preservação da voz e da deglutição.
Cirurgia
A ressecção transoral robótica (TORS) permite tratar muitos casos de câncer de faringe pela boca, sem incisões externas, com resultados funcionais muito superiores às cirurgias abertas antigas.
O diagnóstico precoce do câncer de faringe muda o prognóstico
Faz toda a diferença. O câncer de faringe detectado cedo pode ser tratado com cirurgia minimamente invasiva, com preservação quase completa da voz e da deglutição. Detectado tarde, o tratamento é mais extenso.
Se você tem sintomas persistentes há mais de três semanas, não espere. A avaliação com um cirurgião de cabeça e pescoço pode mudar completamente o seu caminho.
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