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Glândulas parótidas: por que incham?

Temo de leitura: 3 minutes.
Atualizado em: 10/11/2025.

As glândulas parótidas são glândulas salivares maiores, localizadas na face, logo à frente das orelhas. Quando incham, podem gerar desconforto ou sinalizar condições que merecem atenção. Neste artigo vamos explorar as causas, os sinais de alerta, como é feito o diagnóstico e o que você pode fazer.
Se você notou inchaço ou achado no exame, entender o assunto torna‑se um passo importante para agir com segurança.


O que são as glândulas parótidas?

Localização e função

As glândulas parótidas ficam um de cada lado da face, perto da mandíbula, e produzem uma parte significativa da saliva. Essa saliva ajuda na mastigação, deglutição, fala e na manutenção da saúde bucal.

Papel na produção de saliva

Além de lubrificar a boca, a saliva contém enzimas e anticorpos que protegem contra infecções. Assim, a parótida tem papel funcional direto no processo digestivo inicial e na defesa do organismo.


Por que as parótidas incham?

Causas infecciosas (parotidite viral, bacteriana)

Infecções virais ou bacterianas são causas frequentes de inchaço da parótida. Em alguns quadros virais, como a caxumba, a parótida infla e fica dolorida. Sistemas imunológicos comprometidos também aumentam o risco.

Cálculos salivares (sialolitíase)

Cálculos podem se formar no ducto que drena a saliva da glândula, provocando obstrução, acúmulo de saliva e inchaço. Geralmente o inchaço piora após comer ou ao estimular a salivação.

Tumores benignos e malignos

Embora menos comuns, tumores das glândulas salivares podem causar aumento da parótida. A maioria é benigna, mas sinais como fixação, dor persistente ou alteração no nervo facial devem levar à investigação.

Outras causas (autoimunes, medicamentos, obstruções)

Doenças autoimunes, certos medicamentos que reduzem o fluxo salivar, desidratação ou obstruções podem também causar inchaço da parótida.


Como identificar o inchaço das parótidas?

Dor, febre, vermelhidão

O inchaço pode vir acompanhado de dor, vermelhidão ao redor da orelha ou mandíbula, aumento visível da face ou sensibilidade ao tocar.

Inchaço recorrente ou persistente

Se o inchaço aparece de forma repetitiva, sempre no mesmo local ou persiste por vários dias, isso exige atenção extra.

Quando aparece ao comer ou falar

Se o inchaço piora após comer ou ao falar, pode indicar obstrução do ducto salivar ou cálculos.


Diagnóstico: como é feito?

Exame clínico e histórico

O médico avalia o local, consistência, dor, mobilidade e histórico de infecções ou obstruções. Dentro desse contexto, a parótida inchada pode ganhar diferentes significados.

Ultrassonografia e exames de imagem

Ultrassom, tomografia ou ressonância ajudam a visualizar cálculos, tumores ou inflamações profundas que não são palpáveis externamente.

Quando é necessário biópsia

Se houver suspeita de tumor ou lesão que permanece, uma biópsia pode ser indicada para avaliar a natureza do tecido.


Qual o tratamento ideal para cada caso?

Antibióticos, hidratação e compressas

Em casos de infecção ou obstrução leve, tratamento comum inclui antibiótico (se for bacteriana), hidratação, compressas mornas e estímulo da salivação (como chupar bala sem açúcar).

Cirurgia em casos de obstrução ou tumores

Se houver cálculos grandes ou tumores (benignos ou malignos) que comprometam a função ou causam dor, cirurgia pode ser necessária.

Acompanhamento contínuo com especialista

Para evitar recidivas ou complicações, o acompanhamento por especialista em cabeça e pescoço é essencial.


Quando procurar um especialista em cabeça e pescoço?

Sinais de alerta para avaliação imediata

– Inchaço que dura semanas sem melhora \n– Dor intensa ou piora progressiva \n– Fixação à pele, paralisia de nervo facial \n– Sangramento ou secreção pelo ducto da saliva

Benefícios do diagnóstico precoce

Quanto mais cedo for feita a avaliação, menor a chance de complicações, tratamento mais simples e melhores resultados.


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Dra.Adriana Brasil

CRM 87876-SP

Cirurgiã de Cabeça e Pescoço RQE nº 22482 e Cirurgiã Oncológica RQE nº 122146.
Formada em Medicina pela UNICAMP, com especialização em cirurgia oncológica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), com mais de 25 anos de experiência.

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com excelência

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