
A cirurgia é o principal tratamento para o câncer de tireoide, mas em alguns casos, especialmente os que apresentam grau de agressividade maior, a iodoterapia entra como tratamento complementar. Esse procedimento tem como objetivo eliminar células tumorais remanescentes, inclusive aquelas em metástases microscópicas.
O que é a iodoterapia? | Como Funciona o Tratamento
A iodoterapia é um tratamento que utiliza iodo radioativo (Iodo-131), administrado por via oral. Células tumorais bem-diferenciadas, como os carcinomas papilíferos e foliculares, têm a capacidade de captar iodo, assim como as células normais da tireoide. Essa característica permite que o iodo radioativo seja absorvido por essas células e, ao emitir radiação, leve à sua destruição.
A especialidade que realiza esse tratamento é a Medicina Nuclear.
Como a iodoterapia é realizada? | Como Funciona o Tratamento
O processo inclui:
- Preparação do paciente com dieta pobre em iodo e restrição ao uso de substâncias que contenham iodo (maquiagens, esmaltes, tinturas)
- Administração oral do iodo radioativo, como um líquido
- Internação de 24 a 72 horas, até que o corpo elimine o excesso do iodo com segurança
Durante esse período, o paciente é monitorado e estimulado a se hidratar bem para acelerar a eliminação da substância, que ocorre por urina, suor, fezes e saliva.
Indicações da iodoterapia
A iodoterapia não é indicada para todos os casos de câncer de tireoide. Ela é recomendada principalmente para:
- Tumores bem-diferenciados com risco de recorrência
- Presença de metástases linfonodais ou à distância
- Invasão de estruturas próximas à glândula (extravasamento)
Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço.
Contraindicações importantes
A principal contraindicação é para mulheres gestantes, devido ao risco de prejudicar o desenvolvimento fetal. Por isso, é comum solicitar teste de gravidez antes do início do preparo em mulheres em idade fértil.
Uma etapa que pode aumentar suas chances de cura
A iodoterapia é um procedimento seguro e eficaz quando bem indicado. Atua como complemento cirúrgico em pacientes com maior risco de recidiva e ajuda a aumentar as taxas de cura. Mas não se aplica a todos: é o especialista que irá avaliar a necessidade.
Para entender melhor sobre o contexto da iodoterapia, leia também:
- Linfonodomegalia: Quando se preocupar com o caroço no pescoço?
- TI‑RADS: O que é e como ele classifica os nódulos na tireoide?
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