
A tireoidectomia, cirurgia para retirada da glândula tireoide, é um dos procedimentos mais comuns realizados por cirurgiões de Cabeça e Pescoço. Mas uma dúvida muito frequente é: é preciso retirar toda a tireoide ou apenas parte dela?
Com a evolução da medicina e dos estudos científicos, essa decisão passou a ser tomada de forma mais individualizada, considerando os riscos, sintomas, tipo de nódulo ou tumor e as chances de cura.
O que é retirado em cada tipo de tireoidectomia?
- Tireoidectomia total: remoção completa da glândula (lobos direito, esquerdo e istmo)
- Tireoidectomia parcial: retirada de apenas um lobo da tireoide e o istmo
Atualmente, ressecções parciais são indicadas com mais critério, especialmente em casos benignos ou tumores de comportamento favorável.
Quando a tireoidectomia parcial pode ser suficiente?
Em casos de:
- Nódulos benignos unilaterais, com sintomas como desconforto ou dificuldade para engolir
- Tumores malignos pequenos, localizados e sem sinais de agressividade
Essa abordagem preserva parte da glândula, o que pode evitar a necessidade de reposição hormonal permanente.
Quando a tireoidectomia total é a melhor opção?
A retirada completa da tireoide é indicada quando o tumor apresenta algum fator de maior risco, como:
- Tamanho maior que 4 cm
- Invasão da cápsula da tireoide ou de estruturas vizinhas
- Subtipos celulares agressivos
- Presença de metástases nos linfonodos do pescoço
- Invasão de nervos ou vasos (perineural ou vascular)
- Multifocalidade (mais de um foco de tumor ao mesmo tempo)
Nestes cenários, a tireoidectomia total oferece maior segurança oncológica e chance de cura.
O papel do especialista na decisão
Cada caso deve ser avaliado com atenção, através de exames clínicos, ultrassonografia e punção aspirativa. A decisão entre uma abordagem total ou parcial deve levar em conta também:
- Idade do paciente
- Presença de comorbidades
- Expectativas quanto ao tratamento
- Potencial necessidade de radioiodoterapia no pós-operatório
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